segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Por que eu não pretendo ter outro Android

Desde que os smartphones se tornaram populares, sempre tive um Android, Motorola Milestone 1, Motorola Atrix 4G LTE e mais recentemente um Samsung Galaxy S3 Mini. E sempre teve algo que me incomodou neles, mas até ter o Galaxy S3 Mini eu não sabia exatamente o que era, ou preferia pensar que o problema era eu.

O problema começou com o meu primeiro Android, meu querido Motorola Milestone 1, que eu adorava seu teclado QUERTY que facilitava muito a vida na hora de digitar. Porém, em um determinado ponto de sua vida, pouco antes que a garantia vencesse mas não antes o suficiente pra dar tempo de enviar pra manutenção, que o GPS simplesmente não se localizava mais. Até ai tudo bem, eu não costumava andar de carro o suficiente pra justificar a ausencia do GPS. Mas, poxa, de que adianta comprar um carro que tem estepe se quando você precisa dele ele está furado?

Em seguida, peguei um Atrix usado com a minha cunhada que veio diretamente do EUA. Passado pouco tempo e novamente o GPS parou de funcionar. Pensei que o problema fosse comigo, como se eu tivesse uma espécie de Toque de Midas reverso, em que tudo que eu coloco a mão, trava, tipo aquele garoto de Nova York. Só que não.
Vendi o celular pra minha irmã, que não dirige e consequentemente não precisa do GPS, e passados mais alguns poucos meses o chip de memória SD parou de funcionar. Mas não o chip, e sim o conector! Ou seja, não importa qual Kingston ou SanDisk você coloque no celular, ele simplesmente não vai funcionar.

Quando vendi meu Atrix para minha irmã, foi porque eu tinha pego um iPhone 3GS como forma de pagamento de uma dívida que uma empresa onde trabalhei (junto com um notebook e um monitor de 17" que não dava metade da dívida, mas isso é outra história). Fiquei um ano com o iPhone e posso dizer que estava bem satisfeito, mas ele começou a dar problema com a bateria, desligando quando atingia 50~60%. Fui ganancioso e resolvi voltar para o Android.

A escolha do Galaxy S3 Mini como meu próximo Android foi bem simples, segui duas regras básicas:
Primeira e mais importante: Não pode ser Motorola. Um possível problema que eu percebi é que os dois Androids que eu tive eram Motorola, um ponto em comum em problemas em comum. Resolvi não confiar mais na Motorola, mesmo após ter sido adquirida pelo Google.
Regra #2: Pegar um celular que já esteja consolidado e de uma marca reconhecidamente boa. Ouvi muitos elogios do Galaxy S2, do S3 e do Galaxy Note, todos da Samsung, que já era uma marca que me atraia. Resolvi então pegar o Galaxy S3 Mini, ele não era dos mais caros, a tela não era gigante (me incomoda não alcançar a tela inteira com uma mão), e a especificação técnica era melhor que o iPhone 3GS.

Sempre fui adepto do movimento software livre, posso não ser um dos maiores contribuidores das história (e nem um dos menores), mas nunca usei Windows que não fosse pra jogos, sendo que até isso está com os dias contados graças ao SteamOS. E o fato dos aplicativos para Android serem escritos em Java sempre foi um incentivo a mais, já que eu acho a sintaxe do Objective-C feia (e o XCode mais ainda).

Comprado o S3 Mini, vi que o Christiano Anderson tinha feito um post relatando problemas que ele teve com o Galaxy S3. Preocupado, instalei tal do eMMC Check pra ver se meu celular estava fadado à desgraça, o que para minha surpresa não estava. Ele passou no teste e meu chip não era um dos intocáveis.

Novamente, menos de um ano depois, o celular começou a apresentar problemas. Felizmente, dessa vez, não é o GPS que parou de funcionar, mas sim a tela. Comecei a perceber que depois de usar alguma coisa que demande processamento intensivo, como Waze ou jogos, a tela ficava com uma mancha roxa quadrada na tela, que lembrava bastante o tamanho e formato de um chip de processamento. No começo a mancha era visível apenas no plano de fundo do Chrome (quando você não tem nenhuma aba aberta), ou nos menus contextuais que possuem uma cor semelhante. Mas ao longo do tempo essa mancha foi ficando cada vez mais visível em qualquer outra cor que esteja na tela, não sendo visível apenas caso tenha movimento na tela ou várias cores que o distraiam. Tudo isso me leva a concluir que o problema é no super aquecimento de um processador que fica praticamente colado na traseira do display. Veja uma foto de quando o problema começou:

Ainda não consegue ver? Compare com a mesma foto com contraste estourado:

E hoje estou com esse abacaxi na mão. Já abri um chamado na Samsumg e eles pediram pra enviar o celular pra analise, e possivelmente correção do problema. Mas antes de enviar, vou trocar a bateria do iPhone 3GS, afinal, não da pra ficar sem nenhum celular, ainda mais com a esposa grávida, mas sei que dificilmente vou confiar no celular quando ele voltar. Sei que vai ser apenas uma questão de tempo até que a garantia expire e novos problemas comecem a pipocar, e no final, vou voltar pro iPhone 3GS até surgir alguma promoção que venda o 4 ou 4S por menos de mil reais.

Você: "AAaahh, mas você não teve problema com o Android então, e sim com o aparelho!! Para de falar mal do meu Android querido!!". Sim, eu sei que o problema não é com o Android, mas com a Motorola e a Samsung, mas esse é um problema que a Apple prefere não se arriscar ao abrir o iOS pra outras montadoras. A fragmentação do Android é um problema sério, mesmo que você não aceite. Pois cada um dos 3 Androids que eu tive tinham interfaces de navegação muito diferentes entre si, e não se trata apenas de versões diferentes de Android. Até hoje, eu não peguei nas mãos dois dispositivos Androids que tivessem a mesma usabilidade. Então, mesmo que você mantenha o núcleo do sistema de forma rígida, as partes que você abre pra que qualquer um possa mexer vão ficar sujeitas a queda de qualidade e quem percebe isso é o usuário final, que não sabe que Android é uma marca do Google, que nada tem a ver com a HTC que fez o seu celular.

Update (2015): Acabei de comprar um Galaxy S3 Neo Duo...sou muito fiel às minhas convicções